segunda-feira, 15 de agosto de 2016

LUIZA VIRA CRISTIÃ


Em 4 de junho 2016 eu fui batizada na igreja  onde toda minha família materna frequenta.
O Padre frei Kleber deu uma bela mensagem sobre a vida  cristã neste mundo turbulento
defendendo a nos crianças.  No momento do batismo quando o padre derramou a agua   
santa  na minha cabeça e gostei muito. Meus pais me falaram que muitas crianças
 choram neste momento.   
 Eu com Vinicius, Carla e Murilo 
Meu padrinho é meu tio VINICIUS e minha madrinha é minha tia CARLA.
Uma coisa muito linda é que ambos fizeram questão de ser meus padrinhos.

Aqui estou com meus Papis
    Para a cerimônia participaram a família materna e paterna alem da nossa amiga 



 VANDINHA como  convidada de honra, por todo seu esforço feito para conseguir minha
 rápida internação e o eficiente procedimento no  ”Hospital das Clinicas” campus.

Com minha querida Vandinha 
Depois da cerimônia teve um almoço na residência de meus avos  Leda e Mauricio,
para toda a família.

Com Marlos e Carla


sábado, 13 de agosto de 2016

LUIZA - A LUTA CONTRA ALGUMAS PROTEINAS

Luiza  - A luta contra algumas proteínas
Cheguei em casa com quase um mês de atraso, mas não foi devido ao cardápio insosso do hospital.
Já em casa minha mãe  percebeu que cada vez, apos amamentar, eu ficava inquieta e com dor de barriga e logo apareceu um pouco de sangue no meu coco.
Suspeitavam que era de algum ingrediente na alimentação da minha mãe que passava ao leite. Para isso era necessário fazer de pesquisa pratica.  Se baseando nas estadísticas o primeiro passo era descartar o leite e tudo que poderia ter um vestígio de leite.

Minha mãe coitada jamais imaginava quantos produtos eram vetados. Nem pão nem o famoso e tão gostoso cappuccino. Somente se salvam algumas frutas e verduras.
Isto ate desaparecer as dores e o sangue, para somente depois  começar pausadamente com alguns produtos e proteínas e ficar atento a meus sintomas..


 Os dias de licença de minha mãe expiraram e ela começou a trabalhar novamente mas somente em um emprego e durante o dia e não mais no período noturno.
Também minha vida cotidiana mudou.  Terça e quinta de manha estou com Paz minha avó paterna e segunda, quarta e sexta com Leda minha avó materna.


Como meus pais são excelentes nadadores, minha vida esportiva também mudou. Não mais gatinhava pela casa e nas segundas e quartas no período bem no fim da tarde tenho minhas aulas de natação..

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A GUERREIRA

LUIZA - A Guerreira Eu fui uma filha muito desejada, após alguns testes de fertilidade e fecundação finalmente minha mãe ficou grávida. Que alegria sentimos tanto os meus pais Renata e André como os meus avós maternos Leda e Mauricio e paternos Paz e Roberto. . 

Meses depois veio a curiosidade para saber se eu ia ser Luiza ou Pedro 
Para isto fizeram apostas e finalmente depois de 4 meses o ultrassom detectou meu sexo. Fizeram uma festa com todos os apostadores e mamãe faria um bolo com recheio azul se fosse menino e rosa se fosse menina e somente ela saberia. Chegou o dia e teve uma reunião para divulgar os ganhadores. . E deu Luiza. !! 



 Agora com esta notícia era mais fácil comprar minhas roupinhas, presentes e decorar o quarto de menina para mim. A gravidez de minha mãe foi muito controlada isso porque foi preciso repouso nos dois primeiros meses, pois ainda embriãozinho, me desenvolvi num local perigoso. Na parte alimentar ela se privou de alimentos gordurosos e ate do bolo de maça com canela que ela gostava tanto. Enfim somente comia alimentos saudáveis. Ela trabalhava em dois hospitais no posto de saúde do HC unidade de Emergência e não quis parar de trabalhar ficando quase ate o fim da gravidez. Esse excesso de trabalho e o ficar muito tempo em pé começou a ter contrações precoces e por isso minha mãe deixou trabalhar antes da data prevista. 



Que alivio! A sua vivencia e experiência profissional no setor de emergência pediátrica e ver como as crianças sofriam, a fez decidir em vez do parto normal o meu nascimento seria através de uma cesariana. Apos a ultimo ultrassom acusando que já estava encaixada pronta para nascer, mas o medico falou que tinha excesso de liquido amniótico. 

Chegou a data programada 16.12.2015 e o hospital conveniado era Hospital São Paulo. e meu pai fez questão de ficar presente durante o parto. Infelizmente o excesso do liquido amniótico pressiono de tal maneira que entrou no meu pulmão o que me impedia respirar no momento de nascer. 
Minha mãe no momento que nasci percebeu que eu estava com falta de ar e avisou a enfermeira que a sua vez avisou ao pediatra que ignorou o aviso 
Ela como mãe não queria acreditar que estava acontecendo isso comigo.. Meu pai feliz por eu ter nascido mas ignorava minha falta de respiração. 
A medica chefe Roseli que estava chegando e ainda com roupa de rua, percebeu e mandou entrar urgentemente na UTI pediátrica. Mas infelizmente a UTI estava lotada. Meu pai fora querendo me ver, mas a chefa da UTI pediátrica fez um logística para liberar uma vaga remanejando os bebes para me atender sem alarmar o meu pai . Me entubaram para poder respirar. No início não sabiam o porque tinha este liquido no pulmão e me deram antibiótico. Mesmo assim não melhorava e trocaram por um antibiótico mais forte. Enfim eu estava no berço com controle da pressão, controle cardiovascular, controle respiratório e alimentação por soro e mas tarde de leite materno via sonda. Eu parecia um astronauta com todos os fios e tubos. 



Minha mãe me tranquilizava falando comigo com voz suave para me tranquilizar e suportar todos estes tubos molestos, mas necessários. Meu pai todo este tempo me visitava, falava comigo e nanava para me fazer dormir. Eu realmente estava muito incomoda com todos estes aparelhos no meu corpo.. Uma vez tudo normalizado era o momento de des-entubar e aconteceu que eu ainda não conseguia respirar .Nesse momento começou o dilema. Porque eu não conseguia respirar sozinha se os sintomas eram todos normais Me fizeram uma tomografia e descobriram que minhas narinas eram ínfimas o que me impedia respirar e que tinha que passar por uma microcirurgia para abrir e liberar a entrada de ar para poder mamar normalmente. O Hospital São Paulo não tinha condições técnicas pra efetuar esta cirurgia, somente no Hospital da Clinicas Campus, que também estava lotado. Durante a espera da vaga meus pais e avos me visitavam diariamente e cada 3 horas tiravam leite da minha mãe e me alimentavam via sonda. Durante esta espera conheci melhor meus pais que me ajudavam a dormir e me acalmavam quando me sentia incomoda. As vezes nos dias permitidos conheci meus avos e minha tia Carla que fez questão de entrar clandestinamente com crachá de avó, já que não queria partir para os EUA. sem me conhecer. 


 Mia tia avo Carmen também medica e ex-professora da universidade conhecia a equipe que ia operar e Vandinha outra amiga conseguiu uma vaga no Hospital da Clinicas, uns dos mais modernos do Estado. Uma vez liberada pela UTI pediátrica, fui transportada por uma ambulância especial junto com minha mãe e eles me fizeram todos os testes e ultrassonografias novamente e finalmente dia 07/01/2016 fui operada com sucesso e no dia 13/01 fazendo uma limpeza acabando com meu sofrimento de sondas para respirar e para alimentar minha mãe me obrigava fazer exercício de sucção. 


Mas a noite ainda respirava com CPAP mas que alivio poder mamar normalmente diretamente de minha mãe. Dia 18 foi minha primeira noite sem nenhum aparelho, mais ainda na UTI com um aparelho respiratório somente durante a noite e por precaução. Dia 20.01.16 passei para o quarto onde deveria ter chegado o dia 16.12.15 com quase um mês de atraso. Dia seguinte uma rápida visita na Centro cirúrgico para verificar a cicatrização e para nova minha nova residência. Eu devo agradecer a todas as promessas e orações feitas para min, pelos diferentes grupos e amigos no Brasil, nos EUA e na Argentina. O poder da oração é muito forte e tenho certeza que isto me ajudou muito. Meu tio Vinicius ia cortar sua bela barba o dia que chegasse a minha casa promessa que cumpriu e prometeu não beber mais cerveja ate o meu próximo aniversario. Esta promessa é a mais duras de cumprir. 



Chegando a casa vi meu lindo quarto com um berço e um trocador maravilhoso, quadros e muitas roupa, vestidos e mantas feitas pela minha vó Leda. 


 Maravilha! Acredito que posso me trocar diariamente e durante um mês e sempre com roupa diferente. Com este vestuário e com um bom Look será bem fácil eu virar uma modelo infantil... 
Gente muito obrigado! Luiza