quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A GUERREIRA

LUIZA - A Guerreira Eu fui uma filha muito desejada, após alguns testes de fertilidade e fecundação finalmente minha mãe ficou grávida. Que alegria sentimos tanto os meus pais Renata e André como os meus avós maternos Leda e Mauricio e paternos Paz e Roberto. . 

Meses depois veio a curiosidade para saber se eu ia ser Luiza ou Pedro 
Para isto fizeram apostas e finalmente depois de 4 meses o ultrassom detectou meu sexo. Fizeram uma festa com todos os apostadores e mamãe faria um bolo com recheio azul se fosse menino e rosa se fosse menina e somente ela saberia. Chegou o dia e teve uma reunião para divulgar os ganhadores. . E deu Luiza. !! 



 Agora com esta notícia era mais fácil comprar minhas roupinhas, presentes e decorar o quarto de menina para mim. A gravidez de minha mãe foi muito controlada isso porque foi preciso repouso nos dois primeiros meses, pois ainda embriãozinho, me desenvolvi num local perigoso. Na parte alimentar ela se privou de alimentos gordurosos e ate do bolo de maça com canela que ela gostava tanto. Enfim somente comia alimentos saudáveis. Ela trabalhava em dois hospitais no posto de saúde do HC unidade de Emergência e não quis parar de trabalhar ficando quase ate o fim da gravidez. Esse excesso de trabalho e o ficar muito tempo em pé começou a ter contrações precoces e por isso minha mãe deixou trabalhar antes da data prevista. 



Que alivio! A sua vivencia e experiência profissional no setor de emergência pediátrica e ver como as crianças sofriam, a fez decidir em vez do parto normal o meu nascimento seria através de uma cesariana. Apos a ultimo ultrassom acusando que já estava encaixada pronta para nascer, mas o medico falou que tinha excesso de liquido amniótico. 

Chegou a data programada 16.12.2015 e o hospital conveniado era Hospital São Paulo. e meu pai fez questão de ficar presente durante o parto. Infelizmente o excesso do liquido amniótico pressiono de tal maneira que entrou no meu pulmão o que me impedia respirar no momento de nascer. 
Minha mãe no momento que nasci percebeu que eu estava com falta de ar e avisou a enfermeira que a sua vez avisou ao pediatra que ignorou o aviso 
Ela como mãe não queria acreditar que estava acontecendo isso comigo.. Meu pai feliz por eu ter nascido mas ignorava minha falta de respiração. 
A medica chefe Roseli que estava chegando e ainda com roupa de rua, percebeu e mandou entrar urgentemente na UTI pediátrica. Mas infelizmente a UTI estava lotada. Meu pai fora querendo me ver, mas a chefa da UTI pediátrica fez um logística para liberar uma vaga remanejando os bebes para me atender sem alarmar o meu pai . Me entubaram para poder respirar. No início não sabiam o porque tinha este liquido no pulmão e me deram antibiótico. Mesmo assim não melhorava e trocaram por um antibiótico mais forte. Enfim eu estava no berço com controle da pressão, controle cardiovascular, controle respiratório e alimentação por soro e mas tarde de leite materno via sonda. Eu parecia um astronauta com todos os fios e tubos. 



Minha mãe me tranquilizava falando comigo com voz suave para me tranquilizar e suportar todos estes tubos molestos, mas necessários. Meu pai todo este tempo me visitava, falava comigo e nanava para me fazer dormir. Eu realmente estava muito incomoda com todos estes aparelhos no meu corpo.. Uma vez tudo normalizado era o momento de des-entubar e aconteceu que eu ainda não conseguia respirar .Nesse momento começou o dilema. Porque eu não conseguia respirar sozinha se os sintomas eram todos normais Me fizeram uma tomografia e descobriram que minhas narinas eram ínfimas o que me impedia respirar e que tinha que passar por uma microcirurgia para abrir e liberar a entrada de ar para poder mamar normalmente. O Hospital São Paulo não tinha condições técnicas pra efetuar esta cirurgia, somente no Hospital da Clinicas Campus, que também estava lotado. Durante a espera da vaga meus pais e avos me visitavam diariamente e cada 3 horas tiravam leite da minha mãe e me alimentavam via sonda. Durante esta espera conheci melhor meus pais que me ajudavam a dormir e me acalmavam quando me sentia incomoda. As vezes nos dias permitidos conheci meus avos e minha tia Carla que fez questão de entrar clandestinamente com crachá de avó, já que não queria partir para os EUA. sem me conhecer. 


 Mia tia avo Carmen também medica e ex-professora da universidade conhecia a equipe que ia operar e Vandinha outra amiga conseguiu uma vaga no Hospital da Clinicas, uns dos mais modernos do Estado. Uma vez liberada pela UTI pediátrica, fui transportada por uma ambulância especial junto com minha mãe e eles me fizeram todos os testes e ultrassonografias novamente e finalmente dia 07/01/2016 fui operada com sucesso e no dia 13/01 fazendo uma limpeza acabando com meu sofrimento de sondas para respirar e para alimentar minha mãe me obrigava fazer exercício de sucção. 


Mas a noite ainda respirava com CPAP mas que alivio poder mamar normalmente diretamente de minha mãe. Dia 18 foi minha primeira noite sem nenhum aparelho, mais ainda na UTI com um aparelho respiratório somente durante a noite e por precaução. Dia 20.01.16 passei para o quarto onde deveria ter chegado o dia 16.12.15 com quase um mês de atraso. Dia seguinte uma rápida visita na Centro cirúrgico para verificar a cicatrização e para nova minha nova residência. Eu devo agradecer a todas as promessas e orações feitas para min, pelos diferentes grupos e amigos no Brasil, nos EUA e na Argentina. O poder da oração é muito forte e tenho certeza que isto me ajudou muito. Meu tio Vinicius ia cortar sua bela barba o dia que chegasse a minha casa promessa que cumpriu e prometeu não beber mais cerveja ate o meu próximo aniversario. Esta promessa é a mais duras de cumprir. 



Chegando a casa vi meu lindo quarto com um berço e um trocador maravilhoso, quadros e muitas roupa, vestidos e mantas feitas pela minha vó Leda. 


 Maravilha! Acredito que posso me trocar diariamente e durante um mês e sempre com roupa diferente. Com este vestuário e com um bom Look será bem fácil eu virar uma modelo infantil... 
Gente muito obrigado! Luiza

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